16.11.15

Ainda no rescaldo do fim-de-semana

Que fica obviamente marcado pelos atentados em Paris, na sexta-feira à noite. 

Não estava a ver televisão nem estava ligada à internet no momento em que começaram a circular as primeiras notícias. Nem sequer quando se começou a perceber que não seria um "simples" tiroteio mas sim algo mais. Só quando cheguei a casa, já depois das 2h da manhã, me apercebi do que tinha acontecido, do que estava a acontecer. Fiquei colada às notícias, via televisão e internet. Eu, que estava preparadinha para me deitar dei por mim sem sono e com uma bola no estômago. Sensação esta que, com fases mais acentuadas do que outras, me acompanhou durante todo o fim-de-semana. 

Por muito que saiba que há uma série de países onde a paz como nós a conhecemos é um conceito totalmente estranho à população, onde coisas deste género e piores acontecem quase diariamente, foi-me impossível não me sentir mais vulnerável com o que aconteceu em Paris. Sempre que tocam em países que estão mais próximos da nossa realidade parece-me natural que sintamos isso. Não porque sejamos mais importantes do que outras pessoas, não porque a nossa vida valha mais do que as das pessoas que vivem em outros locais do mundo; simplesmente há uma maior identificação, uma maior empatia, uma sensação mais clara de que realmente poderíamos ter sido nós. Provavelmente porque muitos de nós, naquela sexta-feira, até estavam a fazer precisamente o mesmo do que algumas daquelas pessoas: num restaurante a jantar com amigos, a ver um jogo de futebol, a assistir a um concerto...


Um abraço a todos os familiares e amigos dos que perderam a vida nestes atentados.


2 comentários:

Timtim Tim disse...

Eu penso sempre que podíamos ter sido nós.

Green disse...

Eu fiquei boquiaberta quando me apercebi do que aconteceu, que coisa horrível e sem motivo.